Estou passando por um mês nostálgico, lembrando de um tempo que provavelmente nunca voltará. É até cômico pensar em você e lembrar de como eu ficava idiota com suas palavras. De como foi engraçado quando descobrimos o que estávamos sentindo um pelo outro e, por causa da imensa timidez, parecíamos dois pré-adolescentes conhecendo o amor. Aqueles que sabiam de toda a nossa história torciam tanto para que nós ficássemos juntos, que até eu comecei a acreditar que isso realmente poderia acontecer.
Admito que ignorei os fatos reais e me tornei cega para as coisas ao redor, exceto o que sentia. Quase tudo contribuía para que meus sentimentos se tornassem intensos: cada palavra escrita, cada palavra falada e cada qualquer suspiro me faziam te amar mais do que imaginei que pudesse amar alguém. Fizemos planos, tantos planos... Te ensinaria a cozinhar aquelas coisas básicas que todo mundo deveria saber e você me levaria num jogo de seu time já que nunca pisei num estádio de futebol. Faríamos doces para uma daquelas noites tediosas e sentaríamos no sofá, comendo e assistindo alguma comédia romântica idiota que me deixou escolher. Passaríamos uma noite em seu quarto, conhecendo cada detalhe de nossos corpos, você sendo carinhoso e atencioso comigo...
Talvez tudo isso tenha retornado à minha mente porque o tempo em que esses planos se concretizariam está chegando. Na época, eu não via a hora de estar contigo. Hoje, não vejo a hora desse tempo chegar, ser esquecido e ficar de vez no passado.

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