Ela sorriu. Era perceptível que nós estávamos completamente nervosos e admito que era maravilhoso me sentir assim. O coração disparado, os lábios entreabertos e meus olhos pregados em sua boca, seu olhar escuro me olhando com certo receio. Mas ela sorriu. Os seus braços se levantaram e suas pequenas mãos agarraram minha camisa. Não era meu primeiro beijo, mas mesmo assim eu tremia por, finalmente, estar ali naquela situação. Então ela me puxou de vez, arrancando-me um leve beijo. E ela continuou sorrindo. Vi esse sorriso em seus doces olhos e foi irresistível. Timidamente, a abracei pela cintura, aproveitando a pouca iluminação do local para onde a arrastara. Olhei-a nos olhos e sorri. Ali, naqueles poucos minutos, ela foi minha; naquele pequeno espaço escondido e pouco iluminado, eu a tive.
E agora não a tenho mais.

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