quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ácida brancura


– Abra os olhos.  murmurou em meu ouvido, enquanto tirava as mãos de meu rosto. Minha vista, aos poucos, foi se adaptando à claridade do local. Estava em seu quarto e havia rosas brancas por todos os lados, o perfume magnífico espalhado pelo ambiente. Ele sabia que eu amava rosas brancas e que apenas uma única flor já deixaria meu dia feliz. Naquele quarto havia dezenas – dúzias, talvez  de buquês. Um belo sorriso misturado às lágrimas surgiu em meu rosto.
– Coisas especiais para pessoas especiais.  disse sorrindo.
Um gostoso arrepio percorreu minha espinha e foi impossível não beijá-lo. Então começamos a rir, como dois amantes em seu maior momento de felicidade.
– Obrigada, meu lindo.  agradeci radiante.  Obrigada por tudo. Obrigada por...

Então acordei. Minha vista, aos poucos, foi se adaptando à claridade do local. Aquele quarto – o meu quarto – parecia extremamente solitário. Respirei fundo, olhando para o teto. Não sei ao certo por quanto tempo fiquei assim, até que levantei da cama. Apenas para encontrar o homem que vagava em meus sonhos com outra pessoa...

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