Vi um anjo.
Ela dava passos distraídos em minha direção
e eu não sabia o que fazer. Fiquei paralisado com tanta beleza. Os cabelos claros
balançando suavemente com a brisa da tarde, o rosto sem maquiagem revelando
pequenos sinais graciosos na pele. Até que os lindos olhos verdes desse anjo me fitaram. E então me apaixonei perdidamente. Sim, ela era um anjo. Sua voz
doce era como o som de uma harpa harmoniosa em meus ouvidos e, quando ela me disse
um pequeno e breve 'Oi', percebi que já a amava.
Oh, Deus! Que lindo anjo!
Quando ela sorriu, senti meu coração querendo sair pela garganta. As borboletas surgindo estranhamente em meu estômago, naquela sensação esquisita que nunca havia sentido. Aquele anjo era o retrato da mais bela perfeição. E ele começou a andar ao meu lado. Senti uma vontade louca de segurar-lhe a mão, mas me contive por medo de que esse gesto a afastasse dali. No momento seguinte, quis provar de sua boca e sentir os
lábios macios de encontro aos meus, mas hesitei novamente por medo. Devia ao menos dito o que sentia naquele momento...
Porque como todo anjo
ela simplesmente voou, deixando apenas a frágil lembrança de sua
pele, de seus olhos e de seu sorriso magnífico.

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