domingo, 1 de abril de 2012

Talvez


Talvez eu tenha cometido um erro. Talvez tenha errado ao te afastar, por me achar superior de uma maneira muito deturpada dentro de minha cabeça. Talvez eu seja imbecil o suficiente por achar que tudo pode voltar a ser normal, sem as brigas sem motivo ou sem a conversa de você ter mudado e amadurecido. Talvez não devesse ter te entregado aquele bilhete esperando que o universo conspirasse e você me mandasse algum sinal de vida dizendo que ainda me amava. Tolice. Talvez deva parar de te mandar mensagens esperando por respostas que nunca virão ou, se vierem, receber apenas respostas monossilábicas. Talvez eu deva parar de mentir para mim, de acreditar piamente em palavras e esperar que elas se concretizem.
Talvez deva parar de me apaixonar. Sim, eu preciso parar...
Talvez seja necessário jogar fora as cartas, os bilhetes, os desenhos, qualquer memória sobre as pessoas que amo e amei. Porque, no fim, o amor é sempre semeado de um lado apenas. E talvez as coisas melhorem se eu fizer isso, como quando eu joguei fora as lembranças de três anos atrás...
Talvez, realmente.

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