Ele não ficou.
Após ter feito com que eu me apaixonasse perdidamente, ele resolveu se ausentar
depois de um simples pedido meu: que ficasse presente. Eu sabia que o futuro
era incerto, eu sabia que muita coisa poderia acontecer, mas fui egoísta comigo
mesma e pedi. As conversas que duravam quase o dia inteiro, a minha luta para
ficar acordada muitas noites somente para conversarmos, os sorriso e gestos afundaram-se na areia movediça do tempo. Ainda me recordo dos primeiros dias
quando disse-lhe que meu erro era sempre me jogar sem preocupar com o chão e
ele disse que não me deixaria cair nunca. Nos últimos dias o discurso já era
outro, ele já não queria me deixar pular. Só que eu já havia pulado há bastante
tempo. E nesse momento cheguei ao chão e a dor foi terrível. Naquele dia não
houve fim estabelecido em palavras. Houve somente o tempo... O tempo da
ausência. E esse foi o fim.

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